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Por Tamires Marinho
 
A Parada do Orgulho LGBTS de Brasília a cada ano vem se fortalecendo e caracterizando-se como um legítimo ato político que propõe, além da defesa da diversidade e liberdade sexual, a luta pela garantia dos direitos da população LGBT. No último domingo, 25/06, Brasília realizou a 20ª edição do evento reunindo mais de 12 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios segundo a organização da Parada, o que mostra, nitidamente, a necessidade de se ter um mês inteiro dedicado a esse tema colocando-o em destaque nas mídias tradicionais e independentes e possibilitando maior visibilidade às pautas defendidas pela população LGBT. 
 
Neste ano, a organização do evento trouxe para o centro dos debates a defesa do Estado Laico abordando a separação dos conceitos de religião e política com foco no tema "Religião não se impõe, cidadania se respeita". Para a professora Eliane Brito, pesquisadora do Observatório da Política Nacional de Saúde Integral LGBT do Núcleo de Estudos em Saúde Pública do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (NESP/CEAM/UnB), é extremamente importante garantir a permanência do Estado Laico para manter o mínimo de equilíbrio nas relações políticas instituídas no país e que necessitam de critérios imparciais para sua avaliação e definição. "Durante muito tempo, a principal arma das instâncias conservadoras do Brasil tem sido a religião e a utilização de palavras da bíblia para atacar a população LGBT. Quando falamos em Estado Laico é para garantir que esses argumentos religiosos não sejam utilizados como justificativa para hostilizar essa população e descredibilizar a luta pelos seus direitos". 
 
A pesquisadora Letícia Lima, integrante do Observatório da Política Nacional de Saúde Integral LGBT participou da Parada e acredita que, apesar das dificuldades e resistências impostas por parte do Congresso Nacional, a aprovação de leis que garantem os direitos da população LGBT ganha mais evidência quando várias entidades se unem para defender a mesma causa. "Neste ano, tivemos a presença de representantes do governo nacional e internacional (na figura de embaixadores) participando da Parada e quando falamos de luta por direitos humanos, sabemos que a pressão da comunidade internacional pode interferir substancialmente na definição dos processos". 
 
Saúde LGBT
 

O Observatório da Saúde LGBT, além de acompanhar a implementação da Política Nacional de Saúde Integral LGBT no âmbito do SUS, tem colaborado com a disseminação de informações de qualidade, focadas na promoção e fortalecimento das políticas públicas, atuando no campo da comunicação científica, comunicação comunitária e comunicação para tomada de decisão. Em dois anos de atuação, já desenvolveu diversas ações com foco na produção de conhecimento especializado, entre elas, cursos de capacitação para implementação da Política Nacional da Saúde LGBT, com participação de lideranças de todas as regiões brasileiras, e cursos de capacitação sobre Atenção à saúde LGBT para profissionais do SUS que atuam na Atenção Básica.

Atualmente a equipe está trabalhando na elaboração de um livro que reunirá todos projetos que foram apresentados durante o curso de formação do ano passado com o objetivo de dar visibilidade a essas iniciativas para que outras pessoas tenham acesso à elas e possam, de acordo com suas particularidades, utilizar essas experiências como referência e aplicar esse mesmo modelo em seus territórios e, quem sabe até, transformar sua realidade.

 
Pelo direito a diversidade na universidade 
 
Organizada pela Diretoria da Diversidade (DIV), por meio da Coordenação da Diversidade Sexual e em parceria com a Diretoria de Esporte e Lazer (DEL), técnicos administrativos, docentes e estudantes integrantes de coletivos da Universidade de Brasília (UnB), a III Parada do Orgulho LGBT na UnB, realizada na última quinta-feira, 29/06, fechou a programação da Semana do Orgulho LGBT da instituição, que trouxe, em oito dias de atividades, rodas de conversa, seminários, mesas redondas, mostras de vídeos, debates e atrações culturais.

O evento teve como objetivo chamar a atenção da comunidade universitária para a necessidade do reconhecimento e respeito às diversas identidades de gênero e para o direito à orientação sexual diversa dos padrões hétero e cisnormativos, promovendo um ambiente universitário plural e acolhedor, como preconiza as normas institucionais.
 
 
 
 
 
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